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sábado, 4 de outubro de 2008

Testemunhos de Técnicos de Saúde

Bem vindos ao nosso espaço e à nossa luta contra as limitações e impotências. O seu testemunho e a sua opinião são importantes.
Da discussão nasce a luz.
Da partilha de conhecimentos nascem respostas.

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1 comentários:

antonio lebre de freitas disse...

É sintomático, mas por natureza extremamente triste, que nesta secção não haja qualquer comentário dos técnicos de saúde. Em comparação com os do ensino que apelam por conhecimento para melhor saber como lidar com os "diferentes". Será possível que haja escolas inclusivas e depois não se formem os professores que ministram aulas? E que é feito dos técnicos de saúde que poderiam dar contributos válidos? A escola inclusiva precisa de uma completa revolução. É necessário procurar a sintonia entre professores e alunos. Chegar-se à completa simbiose de ideias e actuações. A integração dos dependentes tem de ser uma realidade em tempo recorde considerando que a inadaptação leva ao descontrolo. Há que analisar a necessidade curricular face à individualização de cada aluno, sem esquecer os direitos e oportunidades, que devem ser igualitárias, incluindo o direito à diferença e a uma educação adaptada às necessidades. O ensino individualizado atenua a diferença porque reconhece que a criança é capaz de fazer tudo se respeitarmos o seu ritmo.
Está em causa a relação de cada um com o seu mundo, saber actuar na organização do seu “eu”, no comprometimento intelectual que determina a conduta. A orientação pedagógica nos diferentes só terá de ser mais persistente, linguagem adequada ao nível da compreensão. Todos são membros da mesma sociedade e, portanto, as regras de actuação são semelhantes, o respeito pelos outros determinante. Esquecemos que os sentimentos e as emoções são os reais objectivos da vida.
Ao deficiente temos de dar motivação. O interesse pelas actividades da vida activa é o objectivo central de quem quer acreditar que a pode viver com sucesso. A sociedade marginaliza porque ela não partilha interesses com os diferentes. Por isso temos de começar com as crianças, interligando-as para bem de todos. Uma sociedade que interage com todos tem objectivos de maior felicidade. O desporto, porque é um jogo onde se aplicam regras pré-definidas, que todos têm de conhecer, ajuda muito nessa interacção. No desporto, enquanto se desenvolve a capacidade física e motora, a capacidade cognitiva, se compreendem e respeitam regras, está-se a desenvolver a autonomia e o trabalho em cooperação. E estas são as regras essenciais da inclusão.

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